jueves, 15 de noviembre de 2012

OS ANZOIS UM DOS ACESSORIOS MAIS IMPORTANTE





Os anzóis serão um dos acessórios mais importantes na pesca, porque é neles que vamos colocar os iscos que utilizamos e é neles que os peixes vão ficar ferrados.


Devemos ter plena confiança nos anzóis que utilizamos, não tendo o receio de perder um exemplar porque o anzol não resistiu.

Existe quase um tipo de anzol para cada espécie de peixe e para cada tipo de isco a utilizar.
Na prática não será necessário ter todos esses tipos de anzóis, devemos escolher o tipo de anzol para o tipo de pesca que fazemos, os iscos que utilizamos e as espécies que desejamos capturar.

Os anzóis devem ter uma boa capacidade de auto ferragem, que sejam capazes de penetrar nas partes mais duras das bocas dos peixes que capturamos.

 Anzóis Sasame

 Antes de começar a utilizar os anzóis Sasame, utilizava anzóis de muitas marcas porque não conseguia encontrar numa marca só, anzóis de qualidade para as modalidades de pesca que praticava.
 
Andava constantemente a comprar e a testar vários tipos de anzóis e muitas vezes ia perdendo alguns exemplares devido aos anzóis que utilizava.
 
Na marca Sasame consegui encontrar todo o tipo de anzóis que necessitava, para todos os tipos de pesca que praticava.
 
Á medida que fui conhecendo os anzóis desta marca, fui constatando a sua qualidade e fiabilidade, nos quais tenho plena confiança, levando a que me tornasse um fã acérrimo desta marca e actualmente apenas utilizo anzóis Sasame, nos tipos de pesca que pratico.



Surfcasting e Bóia


Nestas duas modalidades, existem duas situações de pesca distintas. A competição e a Pesca de Lazer.

Pesca de Competição


Devido às exigências da competição, por vezes somos obrigados a capturar todos os exemplares, mesmo aqueles de pequeno porte e por isso temos que escolher anzóis mais finos e de tamanhos mais pequenos.
As minhas preferências nos anzóis para a pesca de competição são as seguintes:

Para surfcasting:

Wormer F-875

Um dos meus preferidos e que utilizo em grande parte das situações e para todas as espécies.
É um anzol, muito resistente, apesar de ser fino e é indicado para todas as espécies, mesmo aquelas com bocas mais duras tipo sargos, douradas, robalos, etc;
Grande capacidade de auto ferragem, mesmo nas espécies que são mais desconfiadas a comer, como as tainhas, ferreiras.

Excelente para a apresentação das iscadas, especialmente com vermes, sendo muito fácil a passagem da isca sem a deteriorar muito devido a ter um olhal muito pequeno; Utilizo este anzol em quase todos os tamanhos, consoante o tamanho das espécies que pretendemos capturar.
Utilizo nos tamanhos, 2, 3, 4, 5, 6, 7, e 8.

Yamame F-749 (Negro)

Outro dos meus anzóis mais utilizados. Anzol muito fino, com grande capacidade de ferragem e resistente.
Por ser muito leve, faz com que a apresentação da isca se faça duma forma natural, sendo aconselhável a sua utilização em situações de pesca difíceis em dias de mares calmos e águas limpas.
Utilizo estes anzóis, quando é necessário pescar com linhas mais finas e para pescar tainhas e peixes de pequeno porte;
Anzol para todo o tipo vermes mais frágeis, como a minhoca, ou grilo;

Utilizo nos tamanhos, 4, 5, 6, 7, e 8.

Yamame F-749 (Niquel)

Anzol excelente para a pesca de peixes de superfície e de meia água, como agulhas, cavalas, carapaus, palmetas e bogas.
Fino, resistente e com boa ferragem, fazem desde anzol um dos melhores para pescar a estas espécies.
Anzol para todo o tipo de iscos mais frágeis, como a minhoca, sardinha e o camarão;
Utilizo nos tamanhos, 4, 5, 6, 7, e 8.

Chika F-810

Por vezes utilizo em substituição dos Yamame. Anzol excelente para a pesca de peixes de superfície e de meia água, como agulhas, cavalas, carapaus, palmetas e bogas.
Fino, resistente e com boa ferragem, uso este anzol quando o tamanho destas espécies, é maior que o habitual;
Anzol bom para iscar minhoca, coreano, sardinha, camarão;
Utilizo nos tamanhos, 6 e 8.
Para Bóia
 
Yamame F-749 (Niquel)
 

Anzol excelente para a pesca de peixes de superfície e de meia água, como agulhas, cavalas, carapaus, palmetas e bogas. Também para as tainhas mais pequenas.
Fino, resistente e com boa ferragem, fazem desde anzol um dos melhores para pescar a estas espécies.
Para os seguintes iscos: minhoca, sardinha, camarão, pão;
Utilizo nos tamanhos, 4, 5, 6, 7, 8, 10.



Sode F-730

Anzol similar ao Yamame, mas com a haste um pouco mais longa, para situações em que a dentição dos peixes possa causar danos aos fios, especialmente bogas e salemas.


Em certas situações é útil para uma melhor fixação da isca no anzol, principalmente quando é necessário utilizar elástico para atar o isco.
Para os seguintes iscos: sardinha, camarão, pão;
Utilizo nos tamanhos: 8, 10, 12 e 14.
 
Umitanago F-785


Excelente anzol, para quando as espécies a capturar, são de bom tamanho e é necessário forçar um pouco mais na capturar dos peixes, para tirá-los masi rapidamente;
Para tainhas, sargos, bogas, salemas, maragotas, etc, quando estas são de bom tamanho e peso;
Anzol muito resistente, mesmo em tamanhos pequenos, com boa ferragem, penetrando muito bem, mesmo nas espécies com a boca mais dura.
Para todos os iscos utilizados na competição de bóia.
Utilizo nos tamanhos: 4, 6, 8, 10, 12 e 14.
 

Keyru F-739

É um anzol, muito resistente, apesar de ser muito fino e é indicado para todas as espécies, mesmo aquelas com bocas mais duras tipo sargos, douradas, salemas, robalos, etc;
Grande capacidade de auto ferragem, mesmo nas espécies que comem de uma maneira mais desconfiadas.
 

 
Excelente para a apresentação das iscadas, especialmente com vermes, sendo muito fácil a passagem da isca sem a deteriorar muito devido a ter uma patilha muito pequena;
Utilizo nos tamanhos, 1, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 10.
 

Pesca de Lazer

Fora da competição e porque o que desejamos capturar são peixes de maior porte, a pesca que praticamos exige mais do material. Assim o tipo de anzóis que uso na pesca de lazer, seja em surfcasting ou á bóia, são normalmente de maior tamanho e também mais fortes e resistentes.
 
No surfcasting utilizo os seguintes modelos, destacando:
 
 
DH Point Chinu F-930
 
Com um bico verdadeiramente espectacular, têm uma grande capacidade de penetração, com uma grande capacidade de ferragem.
Não é muito grosso, e como tem um pequeno rebaixado junto à patilha, permite que a apresentação das iscadas seja muito perfeita.
 
Um excelente anzol para pescar a todas as espécies, especialmente aquelas que têm a boca mais dura, como as dourada e os sargos;
Indicado para todos os cebos, tais como: Americano, Tita, Ameijoa, Gamba, Mexilhão, etc;
Utilizo nos tamanhos: 1/0, 1, 2, 3 e 4.
 
Super X F-910

Outra das minhas preferências, para peixes que tenham uma boca dura, como as Douradas e Sargos.
Boa capacidade de penetração e com excelente ferragem, um anzol, para grandes exemplares.
Utilizo na pesca ao sargo, douradas e robalos grandes.
 
Indicado para iscos grandes e volumosos. Tita, americano, navalha, mexilhão, ameijoa.
Muitas vezes utilizo estes anzóis com iscos vivos, tais como caranguejos, camarões, choco, Lingeirão
Utilizo estes anzóis nos seguintes tamanhos: 5/0, 4/0, 3/0, 2/0, 1/0 e 1;
São outros dos anzóis que costumo utilizar nas minhas pescarias, de acordo com as iscas disponíveis, espécies a capturar e local de pesca.

Seigo Ringed F-709, Chinu Ringed F-724, Worm 0715 F-955, Beak F-779 e Leopard F-824


 
Na Pesca à Bóia,  utilizo os seguintes modelos,destacando:

Neste tipo de pesca normalmente as espécie que mais capturo são os Robalos e os Sargos e por vezes Douradas.
Para os Robalos e como normalmente utilizo iscos vivos, utilizo anzóis adequados a tipo de isco que vou utilizar.
 
Para caranguejos utilizo os seguintes modelos:

DH Point Chinu F-930, Beak F-779, Super X – F-910

Para Camarão, anzóis mais finos, por isso utilizo os seguintes modelos:

Yamame F-749, Keyru F-739, Chinu Gokuboso F-719, Super X – F-910

Na pesca à Bóia aos sargos e às Douradas, os modelos que utilizo são:

DH Point Chinu F-930, Super X F-910



 
 
 

 

domingo, 11 de noviembre de 2012

Portabajos - Surfcasting

El empleo de portabajos, para nuestros montajes de Surfcasting es muy util, nos permitiran tener organizados y protegidos nuestros montajes.

Personalmente utilizo portabajos de tres tamaños diferentes y en cinco colores.


Por ejemplo en función del tamaño podemos organizarlos de la siguiente manera:



a)   Portabajos grandes, para nuestros grandes montajes

b)   Portabajos fino para montajes sin flotadores.

c)   Portabajos pequeños, para montajes más pequeños




Yo utilizo los colores de los portabajos, para identificar el diametro de la linea madre empleada.


Por ejemplo:
  

Roja  =          Lineas de 0.30 mm      

Azul  =           Lineas de 0.35 mm

Amarillas =   Lineas 0.40 mm

Naranjas  =   Lineas 0.45 mm

Verdes =       Lineas 0.50 mm

lunes, 8 de octubre de 2012

"COMO PEZ EN EL AGUA" - JOSE AFONSO



"Como pez en el agua", el siguiente documental nos descubre al gran hombre, que esta detras del gran pescador de talla internacional Jose Afonso. Nos relata sus inicios, sus maestros, y largo camino recorrido para llegar a la elite del surfcasting internacional.
 
Un placer conocer la trayectoria de un gran pescador y mejor persona.
 
Gracias, por compartir tus vivencias con nosotros.



Como um Peixe na Água por jesafonso

viernes, 1 de junio de 2012

ESTE FOI O NOSSO CAMPEONATO MUNDIAL


Tínhamos previsto realizar 4 treinos, nas praias de Mimizan. Na Sexta Feira, no Sábado, no Domingo e na Segunda Feira.

Importava saber em que alturas da maré o peixe comia melhor, a que distâncias e de acordo com a morfologia dos pesqueiros, que iscos o peixe comia melhor, tentar identificar quais as espécies mais importantes.


Acabamos por fazer apenas 3 treinos, porque na Segunda Feira, levantou-se um temporal e como as previsões para a semana seguinte, iriam ser totalmente diferente, optamos por ficar em casa a preparar material para o campeonato.

Nos treinos que efectuamos, acabamos por apanhar todo o tipo de peixes que estavam na brochura de apresentação do campeonato. Sargos, robalos, bailas, tainhas, pregados e até um agulha apanhamos.
                                                                                                                                                                                                               Algumas fotos dos peixes que apanhamos nos treinos




Com os treinos que fizemos, tiramos algumas ilações que nos iriam servir de base para a preparação das montagens para o campeonato.
As rabeiras e as montagens grandes funcionavam e com resultados. As rabeiras funcionavam bem, porque havia sempre alguma corrente lateral.
As montagens grandes, funcionavam bem no ponto alto da maré e a pescar perto. Seria uma solução para apanhar, robalos e bailas que andavam por ali perto.

Também constatamos que as montagens de três anzóis e com estralhos curtos, funcionavam muito bem, numa pesca mais longe. As montagens de dois anzóis, nos mais variados tamanhos, nem sempre funcionavam, sendo aquelas que mais vezes vinham embaraçadas e duma maneira tal, que a solução na maior parte dos casos, era ter que trocar os estralhos. No entanto uma montagen de 2 anzóis com cerca de 1,20 mt e estralhos de 1 mt, em 0,26, 0,28 ou mesmo 0,30, conseguia fazer alguns peixes.


Num dos dias de treinos demos com as tainhas e conseguimos apanhar bastantes. Elas viam-se aos “milhares”, nas ondas e também muito perto, quase em seco. Acompanhavam a escoa da onda e por vezes quase que ficavam em seco.

Apenas treinamos uma vez na praia do lado norte e constatamos que era uma praia mais piscosa.



Na posse destes dados fomos começando a delinear a nossa estratégia, que após a reunião de capitães na Segunda Feira de manhã, teve que sofrer algumas alterações.
A FIPS-M e depois dos problemas surgidos no Europeu de Pesca à Bóia de 2011, resolveu regulamentar duma maneira mais precisa o tamanho dos anzóis. Assim definiu que no Mediterrâneo o tamanho dos anzóis não pode ser inferior a 5 mm e no atlântico a 7 mm.
Para isso criou um gabarito que serve para aferir este tamanho e evitar mais discussões.

Para serem os válidos os anzóis não poderiam passar através do buraco. Para terem uma ideia, no caso dos anzóis Wormer, o nº mais pequeno que era válido era o nº 6. No caso dos Yamame era o nº 5.
Tínhamos algumas montagens com wormers 7 e 8 e Yamames 6 e 7, pelo que haveria duas opções. Ou trocar os anzóis às que já estavam prontas ou fazer outras novas.
Esta alteração não nos causava assim tanto transtorno, apenas nas montagens para a pesca às tainhas é que poderia haver algum problema.


Treino Oficial – Terça Feira - 22 Maio


Com tudo pronto e com a estratégia delineada, estávamos prontos para o treino oficial. Neste dia o tempo estava chato. Vento, chuva e mar um pouco mais forte, na ressaca do temporal do dia anterior.
Apesar de o treino oficial, não ser importante para a classificação, neste caso, nós optamos por levar o treino oficial um pouco mais a sério, até porque as previsões meteorológicas, davam um tempo similar para o último dia de prova e iríamos aproveitar para ver o comportamento dos peixes nessas condições.
O Vasco no sector E apanhou 7 peixes (robalos e sargos) e conseguiu um 2º lugar no sector, perdendo o sector apenas porque o alemão do E16 apanhou um sargo de bom tamanho. No sector D o Nélson fez 3º, apanhando 2 peixes. Um bom sargo e outro mais pequeno. No sector A, o Mário com 5 peixes fez 4º e no sector B, o Quinteiro com 4 peixes fez 7º.
Estes resultados acabaram por nos dar a vitória no treino. O Quim acabou por fazer 9º no sector e não contou para a classificação do clube.
Aproveitei o treino também para ver e observar o comportamento de algumas das equipas mais fortes (Penn Team – Bélgica, Welsh Dragons (Red e Blue) – País de Gales, Elderkarper/Spro e Westkapelle (Uma equipa com alguns jovens da Selecção holandesa) - Holanda, SAMF – Inglaterra (Último campeão do Mundo na Bélgica), aos espanhóis do Ojen e do CPD Valência, também aos nossos compatriotas do CAP de Faro e ver o que faziam as equipas francesas, apesar de saber que talvez eles tivessem as mesmas dificuldades que as equipas estrangeiras, visto serem as duas do norte de França, onde a pesca que se pratica e as espécies que se capturam serem muito diferentes.
No treino houve muito jogo escondido, mas deu para verificar que tipo de pesca iriam fazer no campeonato as equipas mais fortes.

CLASSIFICAÇÕES – Treino Oficial


1ª Prova – Quarta Feira – 23 Maio

Apesar de as condições serem melhores que no dia anterior, o peixe era menos e prova foi complicada. O mar não caíu aquilo que esperávamos e ficamos um pouco apreensivos. O mar continuava com alguma força e iria obrigar a pescar pesado, mais grosso nos estralhos e por fora.
As equipas mais fortes apostaram na pesca fora, logo no início da prova e algumas delas conseguiram bons resultados nessa aposta.
Os franceses do Equihen Plage, fizeram uma excelente prova, ganhando dois sectores e venceram a prova destacados. Os Italianos do Grandpescatore Maver, também deram mostras de estarem bem dentro da pesca e conseguiram o 2º lugar na prova. Os holandeses também mostraram que sabiam o que andavam a fazer e conseguiram um 3º a equipa do Westkapelle e um 5º a equipa do Eldelkarper/Spro.
Nós apesar das dificuldades, conseguimos fazer um 4º lugar na prova, fruto do 3º no sector A, pelo Quinteiro com 3 peixes, um 5º no sector D, pelo Mário com 2 peixes, um 6º no sector C pelo Vasco com 2 peixes e um 6º no sector B, pelo Quim com 1 peixe. O Nelson no sector E com dois peixes, não conseguiu melhor que um 9º.

CLASSIFICAÇÕES 1ª PROVA
Apesar de tudo estávamos satisfeitos porque achamos que as condições não nos foram favoráveis, mas conseguimos aguentar-nos, nos lugares cimeiros.
Pouco havia a alterar nas nossas montagens e estratégia, pelo que após um jantar retemperador fomos descontrair um pouco.







2ª Prova – Quinta Feira – 24 Maio


A prova ia ser realizada na praia norte. Nos treinos esta praia deu sempre mais peixe que na do sul. Tínhamos treinado uma vez nesta praia e tínhamos apanhado alguns peixes. Tainhas, sargos, robalos, pregados e até um agulha. O mar teimava em não cair e continuava com alguma ondulação e força.
A nossa opção iria continuar a ser a de pescar por fora, na procura do maior nº possível de exemplares e de preferência “grandes”.
No sector A, pesqueiro 5estava o Nélson e calhou num pesqueiro que tinha um aspecto maravilhoso e ainda por cima estava coalhado de tainhas, ainda por cima estava encostado a um pequeno dique de madeira, que aparentava que quando a maré tivesse mais água, fosse ainda melhor.

Infelizmente tal não se veio a verificar e assim que o mar venceu a coroa que tionha fora, ganhou uma força tal, que perto se tornou impossível pescar. O Nélson ainda pescou ali perto durante cerca de uma hora, na tentativa de apanhar uma ou outra tainha, mas elas não pegavam. Apenas um espanhol, dois pesqueiros à esquerda do Nélson conseguiu apanhar uma. O Nélson fez um 9º no sector, que tivemos que aproveitar para o resultado da equipa.
Fizemos 2º na prova, atrás do Edelkarper/Spro, que venceram dois sectores.
O Quinteiro fez um primeiro no sector E, o Mário fez segundo no sector D, atrás do José Santos que fez uma excelente prova, o Quim fez quinto no sector B e vasco fez nono no sector C e não contou para o resultado do clube.
Apesar do 2º lugar na prova, ficamos com a sensação de que o 1º tinha estado ao nosso alcance. Um peixe no sector A, no B, ou no C, poderia ter-nos dado a vitória na prova.

CLASSIFICAÇÔES 2ª PROVA
Ao fim de duas provas, estávamos agora em primeiro lugar no campeonato.



CLASSIFICAÇÕES ao FIM de Duas Provas 

A pressão começava a aumentar. Eu estava um pouco apreensivo. Comecei a pensar em várias situações que já tinham acontecido, noutros campeonatos e que pareciam uma maldição. A dobragem do “Cabo das Tormentas”, por norma costuma correr mal. Lembrei-me de Portugal 2003, Portugal 2006, Montenegro 2009, Itália 2011, campeonatos onde íamos em primeiro e a terceira prova foi terrível. Não disse nada aos meus colegas para não transmitir este pessimismo que tomava conta de mim.
Foi com este estado de espírito que fui para a terceira prova. O resto do pessoal estava super motivado e confiante, a liderança da prova e a boa adaptação á pesca que se estava a fazer eram a razão deste optimismo.



 3ª Prova – Sexta Feira – 25 Maio




Outra vez na praia sul. Um dia com um calor abrasador. As iscas distribuídas também não eram as melhores. Uns coreanos enormes, que originaram poucas unidades em cada caixa.
O mar era mais calmo, mas continuava a ter alguma força. Viam-se muitas tainhas, nas ondas por quase toda a praia.
Após passagem pelos pesqueiros que nos tinham calhado (excepto no sector A) e verificar da existência de tainhas neles todos (excepto no sector B) e condições para agulhas em quase todos eles, decidimos apostar neste tipo de pesca. No sector B o Vasco teria que esperar cerca de duas horas para poder fazer outro tipo de pesca. Tinha calhado em frente a um “campo de futebol” que ficava em seco durante parte da maré. A opção dele teria que ser a de pescar na vala durante o tempo em que não tivesse água em cima do enorme cabeço.
Começou a prova e o peixe não era abundante. Uma ou outra captura, mas nada dígno de registo.
No sector A, o Quinteiro tinha arrancado bem e estava à frente do sector. No secto C o Mário também apanhou uma Ferreira no primeiro lançamento. O Quim também tinha uma ferreira, mas com menos de 15 cm. Decorridas hora e meia de prova, com 3 atletas com peixe, as coisas não estavam assim muito más. Havia ainda muitas grades. Apenas os italianos do Grandpescatore Maver se estavam a destacar. Nesta altura estavam a ganhar 3 sectores e atendendo ao peixe que estava a sair, eram boas pescas.
Durante a 3ª hora saíram mais alguns exemplares e a nossa situação complicou-se. À entrada da última hora de prova estaríamos a fazer entre 10º e 13º na prova. Tínhamos dois atletas à grade e os que tinham peixe, tirando o Quinteiro, não eram assim grandes resultados. A apreensão tomou conta de mim.
Nesta altura e após reunião com o Luís Gil, fizemos a avaliação do estado da prova.
O panorama era negro. Estávamos “perdido no monte”. Contas feitas, verificamos que o Quinteiro deveria estar a fazer 1º ou 2º no sector, o Mário 8º ou 9º, o Quim que entretanto já tinha mais um peixe 6º a 8º, o Vasco e o Nélson à grade. Delineamos nova estratégia que passava por o Mário tentar apanhar mais um peixe, subindo assim alguns lugares, um peixe no Nélson daria 7º ou 8º, a não ser que fosse um peixe bom, no vasco se desgradasse, mesmo que fosse com um aranha daria 7º.
Tudo isto, sabendo que os nossos adversários directos estavam a fazer boas provas. Os italianos do Grandpescatore Maver, estavam a ganhar a prova e os holandeses do Edelkarper / Spro a fazer segundo.
O Mário entretanto tinha mudado o tipo de pesca e tentava pescar por fora. A corrente no pesqueiro dele era forte e era difícil, manter a pesca parada lá fora.
O vasco estava desesperado. O italiano da Maver do lado direito dele, num pesqueiro com mais água, já tinha cinco peixes. Ele estava à grade. Estive algum tempo ao pé dele, a moralizá-lo, dizendo-lhe para ele aproveitar o limite direito do pesqueiro dele, onde já tinha mais água. Quando saí do pé dele, para ir ver o Nélson que também estava à grade, fiz-lhe um “ultimato” – Ele que se desenrracasse como pudesse, mas tinha que tirar um peixe, porque no sector dele, uma aranha que fosse daria 7º, pois havia muitas grades no sector.
Foi assim que me dirigi para o sector do Nélson e depois para o do Quim. Dei indicações ao Nelson, que tentasse apanhar um peixe, arriscasse na pesca fora e fui para o sector do Quim.

Pouco tempo depois de lá chegar (cerca das 15:20), toca o telemóvel. Era o Gil para me dar a boa notícia de que o Vasco tinha apanhado uma tainha. Eu mais o Quim ficamos radiantes, nesta altura com o peixe do Vasco, tínhamos subido muitos lugares, mas também como entretanto foram saíndo outros peixes para outras equipas, estava tudo muito baralhado.
O tempo foi passando, estava mais aliviado até que a cerca de 6 / 7 minutos do fim, alguém quis arrancar a cana do Quim do tripé. Estava ao pé do Luciano e do irmão que estavam no pesqueiro ao lado e berramos pra o Quim, quando vimos a cana dele a bater. O Quim ainda ficou um pouco atarantado, mas depois de muitos berros lá agarrou na cana.
No seu jeito peculiar lá foi trabalhando o peixe, que era este sargo
Com este peixe definitivamente que tínhamos melhorado a nossa classificação. Pelas minhas contas não iríamos fazer pior que 4º, o que atendendo ao sofrimento por que tínhamos passado até era excelente.
O Quinteiro acabou por fazer 2º no sector A, o Quim fez 2º no sector B, o Vasco fez 5º no sector B e Mário fez 9º no sector C. O Nélson acabou por gradar.
Na prova acabamos por fazer 3º

CLASSIFICAÇÕES 3ª PROVA


Na geral mantivemos a liderança, pois perdemos pontos para os nossos adversários mais directos.
Nós estávamos em 1º com 9 pts e os italianos do Grandpescatore Maver e os holandeses do Edelkarper / Spro estavam com 10 pts.
À partida para a última prova, sabíamos que o pódio estava quase garantido e que se quiséssemos vencer o campeonato teríamos que ficar à frente dos italianos e dos holandeses, porque o desempate não nos era favorável.
Nesse dia fomos dormir à pressa depois dum jantar retemperador, porque no dia seguinte tínhamos que acordar às 4:30 da manhã (3:30 hora de Portugal).

4ª Prova – Sábado – 27 Maio


Outra vez na praia que mais gostávamos. O tempo estava chato. Vento e algum frio. Sabíamos que teríamos que ficar à frente dos nossos mais directos adversários, para ganhar o campeonato.
Assim decidimos que iríamos começar a pescar fora.
Começou a prova e no primeiro lançamento, o Mário, o Quim e o Vaso apanharam logo peixe. Passado um pouco o Nélson e o Quinteiro também apanharam.
Ao fim da primeira da hora, tínhamos o Nelson no sector A com 2 peixes a fazer 6º a 8º, no sector B o quim com 6 peixes estava a fazer 1º, no sector C, o Vasco com 5 peixes também estava a fazer 1º, no sector D, o Mário com 4 peixes, também estava a fazer 1º e no sector E o quinteiro com 3 peixes estaria a fazer 3º ou 4º. A prova não poderia ter começado melhor.
Tempo foi passando e o peixe foi escasseando. Começaram a sair umas tainhas ao longo de toda a praia.
Cerca da entrada da 3º hora de prova e como os nossos pescadores também tinham deixado de apanhar peixe, soou uma campainha de alarme e eu mais o Gil, fomos fazer o apanhado da prova. No sector A, estávamos a perder para os italianos e a ganhar aos holandeses. No sector B, estávamos a ganhar a ambos. No sector C estávamos a ganhar aos holandeses e a perder para os italianos. No sector D estávamos a ganhar a ambos e no E também. Em relação aos holandeses a “coisa” estava controlada, mas em relação aos italianos parecia estar um pouco apertado.
Contas conferidas, verificamos que estávamos a ganhar aos italianos em 4 sectores e aos holandeses também. Restava esperar pelo final da prova.
Até ao fim da prova, poucas dúvidas tinha de que tínhamos ganho a prova com uma grande vantagem. A estratégia delineada resultou na perfeição.
No final da prova, o Mário fez 1º no sector D, o Quim fez 2º no sector B, o Vasco fez 3º no sector C e o Quinteiro fez 3º no sector E.O Nelson acabou por fazer 8º no sector A.
Ganhamos a prova com grande vantagem sobre o 2º.



CLASSIFICAÇÕES 4ª PROVA



Ganhamos o campeonato, fruto duma excelente prestação dos nossos atletas. Conseguimos colocar 4 atletas nos 15 primeiros lugares, sendo o Quinteiro o melhor pescador individual do campeonato.



CLASSIFICAÇÃO FINAL


Aquilo que considero que eram os "truques" para se conseguir um bom resultado
- As chumbadas tinham que estar fixas;
- A pesca era sempre por fora;
- A Pesca era de espera (15 a 30 minutos com a pesca dentro de água);
- As montagens de três anzóis (1,80 / 2mts) com estralhos curtos (70 - 50 50) eram mais efectivas;
- As rabeiras funcionavam em determinadas alturas da maré;
- Os americanos eram um dos melhores iscos;
- Havia horas em que os peixes eram mais activos. Normalmente no início das provas a actividade era maior;
- A aposta nas tainhas e nos agulhas veio a revelar-se errada;
- As montagens com estralhos muito grandes não funcionavam, na maioria das vezes;

Sem dúvida um grande campeonato para nós.